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Temporada de balanços 1T26 acelera com Vale, Santander e WEG na semana

Divulgações de peso testam o humor dos investidores na B3 e podem definir o tom da temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026.

Redação Finance Brazil·11 de maio de 2026·2 min de leitura

A semana que começa em 27 de abril de 2026 marca a aceleração da temporada de balanços do primeiro trimestre na B3. Vale (VALE3), Santander (SANB11), WEG (WEGE3), Gerdau (GGBR4) e Suzano (SUZB3) estão entre as empresas que publicam resultados nos próximos dias, concentrando divulgações de setores que, juntos, respondem por parcela relevante do Ibovespa e da atividade econômica brasileira.

O cronograma começa já na segunda-feira, 28 de abril, com Assaí (ASAI3), Gerdau (GGBR4) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4) abrindo a rodada. Na terça-feira, 29 de abril, é a vez da Vale (VALE3) — a divulgação mais aguardada da semana. A mineradora atrai atenção especial por sua exposição ao preço do minério de ferro e à demanda chinesa, variáveis que seguem voláteis no cenário global. O setor de commodities enfrenta sazonalidade historicamente mais fraca no primeiro trimestre, o que torna os números de produção e receita ainda mais monitorados por analistas.

O Santander Brasil (SANB11) também figura entre os destaques. O banco entra na semana com expectativa elevada após registrar resultado negativo no 4T25, o que faz do 1T26 um teste relevante para a recuperação do setor bancário privado. WEG (WEGE3) e Suzano (SUZB3) completam o conjunto de empresas de peso, representando, respectivamente, a indústria de equipamentos elétricos — com forte presença global — e o setor de celulose, sensível tanto ao câmbio quanto à demanda internacional por papel e embalagens. A agenda consolida uma semana em que os resultados corporativos devem competir com o noticiário macroeconômico pela atenção dos gestores.

Para o mercado, a temporada de balanços funciona como um termômetro do ambiente de negócios. Empresas como Vale e Gerdau refletem a demanda global por metais; Santander e os demais bancos espelham condições de crédito e inadimplência doméstica; WEG e Suzano indicam a competitividade da indústria exportadora frente à variação do dólar. Resultados acima do esperado em qualquer desses nomes tendem a sustentar o Ibovespa no curto prazo, enquanto decepções podem ampliar a volatilidade já presente no índice.

Nas próximas semanas, o ritmo de divulgações deve se manter elevado, com outros nomes de médio e grande porte ainda a publicar balanços do 1T26. O consenso de analistas estará sob revisão constante à medida que os números saem, o que pode gerar movimentos bruscos em papéis específicos. Gestores e empresários com exposição a ações ou fundos de renda variável devem acompanhar de perto as teleconferências de resultados, especialmente nos setores de commodities, financeiro e industrial.

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